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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Noite Inesquecível

Tava num clima meio ruim com o maridão e resolvi fazer uma surpresa...
Comprei 250 velas de tamanhos diferentes, 10 dúzias de rosas vermelhas,
espumante, queijos e frutas e decorei toda a casa.
Nosso quarto fica no segundo andar e eu fiz um caminho de velas desde a
porta de entrada até o quarto... As escadas iluminadas, tudo lindo !!!

Chamei um casal de amigos para acender as 250 velas antes de chegarmos
a casa.
A cama estava coberta com pétalas de flores...
Arranjos maravilhosos de antúrios (flores que usamos no nosso
casamento), além do espumante no gelo e as frutas, queijos e frios
completavam o clima do quarto.
Guardamos o carro na garagem e pedi pro marido ir à frente que eu já
estava saindo do carro.
Enquanto ele abria a porta eu tratei de tirar o vestido.

Fiquei só de lingerie e cinta-liga. Imagina a cena...
Quando meu maridão(...) abriu a porta eu desci do carro.
Semi-nua , claro !!!
Quando olhei a cara do meu marido percebi que ele estava BRANCO.
Virou pra mim, sem perceber meu modelito, e gritou:

A casa tá pegando fogo!!!
Eu, calmamente, disse para ele olhar novamente.
Fiz até uma cara 'sexy' para dizer isso...
Ele abriu a porta mais uma vez e gritou, mais branco ainda :

- PUTA QUE PARIU !!!!!!!!!!
Não é incêndio !!!!!

É macumba!!!!!!

Moral da história?
Assim nascem os cornos!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Tá selado!


O Paralelo tá selado... Culpa do Nando! Aff...

E como o Lelo sempre diz, não vamos repassar pra ninguém pra não dar confiança!

Ah, mas peraí... vamos sim, ora bolas!!! Lembrei que tem outro alienígena na blogosfera... Pega o selo aí Jotta, chupa essa manga!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O Legado do Epitáfio - The End

Marinalva, que caminhava sorrateiramente atrás de Juvêncio ( que ela agora descobrira nunca ter sido açougueiro mas sim, caminhoneiro), pensava: o que leva um homem a sair na rua com correntes grossas no pescoço, anéis, pulseiras, dente de ouro e uma das unhas do dedo mindinho enorme, à moda Zé do Caixão? Ele caminhava e sorria à esmo, com a segurança de quem venceu o último concurso de Mister Universo, olhando para todos os lados como se estivesse a procura de Wally. Tudo nele soava falso, inclusive aquele jeito de andar desengonçado e, sem sombra de dúvidas...err... rebelde!!!
Marinalva sentiu-se naquele exato instante, impelida a dar-lhe uns safanões, ali mesmo na rua. Ah, como seria bom encontrar forças suficientes para encará-lo e falar-lhe grandes verdades! Dizer-lhe que tudo na vida é passageiro, menos o motorista e o cobrador, portanto, se ele não se enquadrava em nenhuma das categorias, não tinha o direito de comer uva passa, porque essa sim, passava.
Era seu último dia entre nós, mas Maranalva ainda não sabia.
Bem que o Lelo a alertou (eu fui testemunha):
- Marinalva, eu te amo, mas lembre-se "NÃO OLHE PARA A LUZ!". Mas ela já não ouvia mais nada, inebriada com o delicioso cheiro de boldo que vinha da padaria do outro lado da rua, e no seu primeiro passo em direção ao destino cruel, Juvêncio a agarrou à revelia e tascou-lhe o maior beijão!
Era visto que o coração da coitadinha não aguentaria, virgem e casta como era.
E assim termina a triste história de Marinalva a feia, virgem, vingadora e safenada: O seu único e último minuto de glória, morta nos braços de seu amado - que não conseguia parar de vomitar aquele líquido verde, com aroma delicioso de boldo que vinha do outro lado da calçada.

E para aqueles que tem miopia com astigmatismo oclusivo, transcrevo aqui o epitáfio:

"Em vida, sua alma não conduzia os acontecimentos, ela foi regida pela mão misteriosa do destino ou por alguém que inquietantemente, mexeu os pauzinhos. A semente do futuro glorioso com que ela tanto sonhava, agora está plantada."

Não se enganem com plágios. É de Marinalva a frase que deixou um legado para o mundo:

"Algumas pessoas são sementes, outras são adubo."