Era um dia normal na China, no ano de 124 a. C. A dinastia Mung-Chu estava a todo vapor. Bem, a todo vapor não, o motor a vapor teria sido inventado alguns milênios depois.
Os antigos chineses viviam felizes, fazendo aquela carinha de chinês quando fica feliz (algo como "-_-"). É nesse contexto histórico que se inicia a história de Mano Zé, um pequeno garoto nascido nas terras onde hoje fica a zona leste de São Paulo. Sua mãe (a mãe de Mano Zé, não a sua) era uma linda mulata do Sargentelli, e seu pai era um turista alemão, de férias nas terras vindouramente descobertas por Cabral e seus Blue Caps. Mano Zé, no entanto, nunca conheceu seu pai, o que lhe rendeu diversas indagações sobre seu passado e presente.
Em busca de respostas, Mano Zé pegou a lotação que ia pro bairro da Liberdade, e acabou indo parar em Hung-Tsé, um pequeno vilarejo localizado às margens do rio Yang-Qo.
Utilizando de perspicácia e a malandragem típica de seu futuro povo, Mano Zé dirigiu-se a um pescador. Fitou-o nos olhos, inclinou levemente a cabeça, ergueu a mão direita e falou:
"Bom dia, honorável pescador. Entendes minha língua?"
Ao que o pescador respondeu, erguendo a sobrancelha:
"Colé, mano? Tamitirano? Fica ligado, truta, cê vai pra vala!"
Mano Zé sorriu, e acolheu o calor humano vindo daquele ser tão especial. Depois percebeu que o calor humano era originado do corpo do pescador, que o abraçava vigorosamente. Mano Zé sentiu a leve brisa do outono, o calor dos raios de Sol daquela manhã mágica, e o odor de peixe que o velho pescador exalava.
Sentiu-se em um comercial de Vinólia, ao escutar a Primavera de Vivaldi sendo tocada ao fundo. Aproveitou aquele clima gostoso e pediu um martini Bond Style (mexido, não batido). Ficou decepcionado quando descobriu que não haviam inventado a coqueteleira ainda. Limitou-se ao suco de laranja.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Enquanto os outros dormem
Postado por
Preco
às
09:51
14
xícaras de trigo
Ou seja: Nefelibatismo, Nonsense?
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